Quando chega o momento das férias junto com o verão é de praxe passar um tempo na água. Seja em praia ou piscina, crianças também não ficam de fora da diversão. Mas especialistas alertam para os riscos das brincadeiras e dos produtos utilizados com água.
O uso de piscinas infláveis, principalmente por menores de cinco anos, expõe as crianças a situações de riscos como afogamentos, quedas e outros tipos de lesões.
Poucos centímetros de água já podem ser suficientes para provocar afogamento em bebês e crianças pequenas.
O alerta foi emitido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), de acordo com o portal Correio do Povo.
A empresa reforça que a presença constante e atenta de um adulto é indispensável durante qualquer atividade aquática, mesmo em piscinas rasas ou com baixo volume de água.
Risos de morte
Um levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) aponta que 16 pessoas morrem afogadas diariamente no Brasil. Isso representa uma morte a cada 90 minutos.
No caso das crianças, a média é de quatro óbitos por dia em decorrência desse tipo de acidente.
O risco tem aumento durante o verão e as férias escolares. No litoral paulista, por exemplo, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) registrou 30 mortes por afogamento entre os dias 1º de dezembro e 11 de janeiro.

Orientações para usar a piscina inflável
A SBP diz que a supervisão deve ser realizada por um adulto posicionado, no máximo, um braço de distância da criança enquanto ela estiver na água.
É importante que o adulto responsável não consuma bebidas alcoólicas enquanto estiver vigiando as crianças.
Boias e brinquedos infláveis, mesmo que voltados ao público infantil, não devem ser considerados equipamentos de segurança, já que podem murchar, virar ou fazer a criança escorregar.
Quando houver indicação, o uso recomendado é o de colete salva-vidas certificado, sempre acompanhado da supervisão direta de um adulto.
Como manter a segurança dentro de casa?
Para quem tem piscina em casa é importante ter condições seguras com piso antiderrapante e sem objetos cortantes ou pontiagudos.
Comportamentos como correr próximo à borda, empurrar outras pessoas, mergulhar de cabeça ou disputas para ver quem fica mais tempo sem respirar não podem acontecer.
Outro ponto importante é a exposição aos raios solar. É importante que a criança tenha acesso ao uso adequado de protetor solar, chapéus ou bonés camisetas com proteção UV, ingestão regular de líquidos e pausas nas brincadeiras aquáticas para prevenir a hipotermia.
Cuidados e higiene
Se você tem piscina inflável em casa ou na residência de familiares, é importante manter uma rotina de cuidados e higiene recorrente. Quando não for utilizada, devem ser esvaziadas, secas e guardadas fora do alcance das crianças.
Caso permaneçam montadas, instale cercas de proteção e faça manutenção adequada do produto e do tratamento correto da água.
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