Graciela Chamorro. Foto: Fábio Gruppi
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Graciela Chamorro, mulher que dedicou sua vida, de forma incansável, à defesa da vida e dos direitos dos povos indígenas.
Aprendiz e professora junto aos povos Guarani, Graciela foi mestra na arte do conviver, do escutar e do respeitar os modos próprios de ser indígena. Sua atuação marcou de modo especial o Mato Grosso do Sul, no convívio com os Guarani Kaiowá e Ñandeva, mas estendeu-se também ao Sul do Brasil, ao Paraguai e à Argentina.
Escritora, linguista, antropóloga, teóloga, missionária e amiga, fez da palavra Guarani fundamento de educação, espiritualidade e reflexão teológica, sempre a partir do chão indígena e de suas próprias categorias, em diálogo profundo e respeitoso.
No trabalho de formação e na assessoria às comunidades, bem como a educadoras e educadores indígenas, Graciela contribuiu de maneira decisiva para o fortalecimento da autonomia, da valorização cultural e dos processos de resistência do povo Guarani.
Sua vasta produção intelectual constitui um legado inestimável. Entre suas obras, o Cimi destaca Terra Madura – Yvy Araguyje, que permanece como palavra viva, amadurecida na caminhada com os povos indígenas.
O Cimi se solidariza com familiares, amigas, amigos e comunidades indígenas, reafirmando que a palavra, o testemunho e o compromisso de Graciela Chamorro seguem fecundando a luta por justiça, território e bem viver.
Brasília (DF) 10 de fevereiro de 2026
Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

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