Em meio a toda correria do dia a dia, muitas vezes pensamos que a responsabilidade pela educação e cuidado das meninas recai apenas sobre as mães.
Porém, como aponta uma entrevista com o especialista em parentalidade Steve Biddulph, publicada no podcast “Parental as Everything”, as tias também desempenham um papel essencial na formação e bem-estar das meninas.
Muitas vezes de um jeito que nenhuma mãe sozinha conseguiria alcançar.
Afinal, ter alguém de confiança por perto, que possa escutar sem julgamentos e oferecer apoio quando os desafios surgem, traz conforto e segurança.
Em famílias grandes ou com poucos adultos, essa presença extra faz toda a diferença.
A seguir, entenda como o vínculo entre tias e sobrinhas pode ser tão transformador e por que vale cultivar essa relação desde cedo.
Por que as tias são tão importantes na vida das meninas?
Quando a infância avança, chega um momento cheio de mudanças: o corpo, os sentimentos, a autoimagem, as amizades, a escola, as cobranças sociais…
Para muitas meninas, esse turbilhão de transformações exige mais do que conselhos, exige alguém que escute sem pressa, que compreenda sem julgar e que esteja disponível para apoiar.
Para Biddulph, a figura da tia pode ocupar esse espaço com leveza e proximidade.
E diferente da mãe, que muitas vezes carrega pressões e cobranças, a tia pode ser fonte de confidência e entendimento. Além disso, a relação “de uma tia” pode não depender de laços de sangue, as vezes, pode ser uma amiga da mãe ou uma prima mais velha.
Ou seja, essa conexão pode surgir mesmo entre mulheres que não compartilham laços sanguíneos, mas têm vontade de cuidar como se fossem da família.
Basta o carinho, a confiança e a vontade de estar presente.
O apoio emocional
Durante a adolescência, meninas estão mais suscetíveis a ansiedade, inseguranças e dúvidas sobre identidade.
Ter uma tia por perto pode ajudar a dividir medos e sonhos sem o peso de expectativas intensas que às vezes acompanham a relação mãe-filha.
Para muitas sobrinhas, a tia acaba se tornando um “porto seguro”: ela acolhe, aconselha, divide experiências e oferece um espaço de escuta. Esse apoio extra faz diferença para a saúde mental e para o desenvolvimento emocional.
Além disso, quando mães e tias trabalham juntas na criação, os benefícios vão além da companhia:
- As meninas podem se abrir com quem tem uma visão diferente da mãe.
- Tias mais velhas trazem vivências de infância, adolescência e maternidade que ajudam a guiar sem cobrar.
- Quando a rotina impede a mãe de estar presente, a tia pode preencher com apoio e acolhimento.
- A convivência cria laços de confiança que duram a vida toda.
Como fortalecer esse vínculo desde cedo
Para que a relação tia-sobrinha floresça de verdade, vale apostar em conversas regulares e honestas, mesmo quando a menina parece bem.
O respeito aos sentimentos dela, sem minimizar medos ou dúvidas, também é muito importante e pode ser trabalhado em momentos de convivência, como por exemplo, vendo filmes, indo a passeios ou simplesmente tendo conversas no fim do dia.
Ou seja, o segredo aqui é estar disponível sem cobrar perfeição, afinal, o papel é de apoio, não de cobrança.
Vale ressaltar ainda que quando ampliamos a ideia de família e incluímos tias, madrinhas, amigas de confiança, estamos construindo uma rede de afeto, cuidado e segurança.
Essa rede torna a parentalidade menos solitária e levanta a autoestima das meninas, fazendo com que elas se sintam vistas, ouvidas e amadas.
E em tempos de tantas pressões e expectativas, ter um porto seguro (mesmo que não seja de sangue) pode mudar uma vida toda.
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