O empresário de tecnologia Sergei Mosunov adquiriu a marca de luxo Fabergé, conhecida por seus extravagantes ovos decorados com joias, em um negócio avaliado em US$ 50 milhões.
A marca, cujos produtos tornaram-se um símbolo de riqueza, foi vendida para a SMG Capital de Mosunov, uma empresa de investimentos com sede nos Estados Unidos, mais de uma década após ter sido comprada pelo grupo britânico Gemfields.
A Gemfields, mineradora de pedras coloridas, receberá US$ 45 milhões quando o negócio for concluído ainda este mês, e os US$ 5 milhões restantes por meio de pagamentos trimestrais de royalties.
O joalheiro Peter Carl Fabergé fabricava seus ovos homônimos com gemas e metais preciosos em sua oficina em São Petersburgo, na Rússia, sendo o primeiro deles encomendado para o czar russo Alexandre III (1845-1894) e o czar Nicolau II (1868-1918) como presentes de Páscoa.
Dos aproximadamente 50 ovos feitos para a família imperial entre 1885 e 1916, mais de 40 sobreviveram. Em 2004, Viktor Vekselberg, um magnata do petróleo e gás, pagou mais de US$ 90 milhões por nove ovos imperiais —a segunda maior coleção de ovos Fabergé no mundo na época. Eles eram anteriormente mantidos pela família de mídia Forbes em Nova York.
A Fabergé continuou a vender joias, relógios e outros “objetos em forma de ovo” — uma edição limitada de um objeto em forma de ovo surpresa de morango em esmalte Guilloché custa 58 mil libras (R$ 425 mil).
Mosunov, sócio da empresa de capital de risco The Garage Syndicate, disse que era “uma grande honra para mim tornar-me o guardião de uma marca tão excepcional e globalmente reconhecida”. Ele acrescentou que a empresa continuará a focar em joalheria, acessórios e relógios.
Sean Gilbertson, CEO da Gemfields, disse que “a venda de hoje marca o fim de uma era para nós”, acrescentando: “A Fabergé desempenhou um papel fundamental na elevação do perfil das gemas coloridas extraídas pela Gemfields e certamente sentiremos falta de sua alavancagem de marketing e poder de estrela.”
A Gemfields iniciou uma revisão estratégica da Fabergé em dezembro, depois que o grupo encontrou “desafios consideráveis” em seu último trimestre.
A mineradora com sede em Londres registrou um prejuízo após impostos de US$ 100,8 milhões em 2024, em comparação com um prejuízo de US$ 2,8 milhões em 2023. A receita do ano foi de US$ 213 milhões, uma queda de 19% em relação aos US$ 262 milhões.
Analistas da Panmure Liberum disseram que foi “um bom resultado para a Gemfields, liberando capital”.

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