Além da ansiedade econômica, a falta de progresso de Ishiba em evitar as tarifas que serão impostas por seu maior parceiro comercial, os Estados Unidos, em 1º de agosto, parece ter frustrado alguns eleitores.
“Se o partido governista tivesse resolvido uma dessas questões, ela (sua taxa de aprovação) teria subido, mas não sentimos nada e parece que os EUA continuarão a nos pressionar”, disse Hideaki Matsuda, um gerente de empresa de 60 anos, do lado de fora da movimentada estação de Shinjuku, em Tóquio, na manhã de segunda-feira.
O negociador-chefe de tarifas do Japão, Ryosei Akazawa, partiu para negociações comerciais em Washington na manhã de segunda-feira, sua oitava visita em três meses.
GANHOS DA EXTREMA-DIREITA
O Partido Liberal Democrático (LDP) de Ishiba, que governou o Japão durante a maior parte de sua história no pós-guerra, e o parceiro de coalizão Komeito obtiveram 47 assentos, menos do que os 50 assentos necessários para garantir a maioria na câmara alta de 248 assentos em uma eleição em que metade dos assentos estava em disputa.
O líder do principal partido de oposição, o Partido Democrático Constitucional (CDPJ), Yoshihiko Noda, disse no domingo que está considerando a possibilidade de apresentar um voto de desconfiança contra o governo de Ishiba, uma vez que o resultado mostrou que ele não tem a confiança dos eleitores.

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