Um novo estudo da organização Safe Kids Worldwide, divulgado pela Parents, mostra um dado preocupante para quem tem crianças em idade escolar: 4 em cada 5 famílias tiram os filhos da cadeirinha de elevação antes do momento adequado. O resultado reforça um alerta importante para pais e responsáveis, especialmente durante trajetos curtos, como idas à escola ou passeios rápidos.
Embora muitos cuidadores sejam atentos ao uso da cadeirinha na primeira infância, a atenção costuma diminuir à medida que a criança cresce, e é justamente aí que o risco aumenta.
Por que a cadeirinha de elevação ainda é necessária?
A cadeirinha de elevação atende crianças que já ultrapassaram o tamanho da cadeirinha tradicional, mas ainda não alcançam a altura necessária para usar somente o cinto de segurança.
Segundo o estudo, o uso correto da cadeirinha de elevação reduz em até 45% o risco de lesões em comparação ao uso exclusivo do cinto do carro. Isso acontece porque o equipamento ajusta a posição da criança, garantindo que o cinto passe pelos pontos corretos do corpo.
“As crianças só conseguem usar o cinto de segurança com segurança quando atingem cerca de 1,45 metro de altura”, explica Morag MacKay, diretora de pesquisa da Safe Kids Worldwide.
O que o estudo descobriu sobre o comportamento das famílias?
A pesquisa, realizada com mais de 3.000 pais de crianças entre 4 e 10 anos, revelou que 75% dos entrevistados desconheciam a recomendação de altura mínima para abandonar a cadeirinha.
Além disso, muitos pais associam segurança apenas à idade, quando, na prática, o crescimento varia muito de criança para criança. Ou seja, duas crianças da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes no carro e, por isso, devem ser vistas e protegidas de formas diferentes.
Como saber se seu filho já pode usar só o cinto de segurança?
Especialistas recomendam aplicar o chamado Teste de Ajuste do Cinto de Segurança, que avalia se o corpo da criança já se adapta corretamente ao banco do carro. Confira os principais pontos:
- Os joelhos dobram naturalmente na borda do banco, com as costas totalmente apoiadas
- Os pés encostam no chão, garantindo estabilidade
- O cinto abdominal passa pelos quadris ou parte superior das coxas, nunca pela barriga
- O cinto diagonal cruza o ombro e o peito, sem tocar o pescoço ou o rosto
Se algum desses critérios não for atendido, a cadeirinha de elevação ainda é necessária.
Criança pode ir no banco da frente?
Não. A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças não ocupem o banco da frente antes dos 13 anos, por causa do risco dos airbags, que são projetados para corpos adultos. Em caso de acidente, o impacto do airbag pode causar ferimentos graves, especialmente em crianças menores.
Segurança importa
Especialistas lembram que 95% dos acidentes acontecem a menos de cinco quilômetros de casa. Por isso, não vale abrir exceções por pressa ou comodidade. Como reforço, vale ensinar a criança a colocar e ajustar o cinto corretamente, incentivando autonomia sem abrir mão da proteção.
Como lidar com a resistência da criança?
É comum que a criança reclame ou se sinta “bebê” por usar cadeirinha, principalmente quando compara com amigos. Nesses casos, a orientação é conversar com calma e explicar o motivo da regra.
Transformar o momento em algo natural (e não punitivo) ajuda bastante. Além disso, alinhar combinados com outros pais, especialmente em caronas, é essencial para manter a segurança.

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