Dentro do Palácio do Planalto, estima-se que a região esteja “órfã” de um âmbito latino-americano que possa se posicionar contra o avanço da política externa americana. No Mercosul, a agenda está em parte freada por Argentina e Paraguai, países que se aliaram à Casa Branca. Na OEA, a presença dos EUA impede qualquer debate mais contundente. Mesmo na Celac, esperança do Brasil de uma retomada de arranjo regional, foi minada por aliados de Trump no continente.
No caso da cúpula, uma declaração final está sendo costurada. Mas o UOL apurou que não haverá uma menção explícita ao presidente americano. A consideração dos chilenos é de que, com a eleição se aproximando no país, transformar a cúpula num ato contra Trump pode acabar prejudicando a ala progressista nos cálculos eleitorais. A instabilidade na Colômbia tampouco ajuda.
Lula, porém, usará o palco para fazer um discurso na tarde de segunda-feira. Assessores prepararam uma mensagem “contundente” de defesa da soberania, diante dos ataques contra ministros do STF e tarifas impostas contra o Brasil.
Membros do governo consideram que a disputa está “apenas começando” e que a crise não será resolvida da noite para o dia, ou com uma negociação de abertura de mercados.
Regulamentação das redes sociais
Além disso, um dos temas centrais do interesse do governo americano estará no centro das atenções em Santiago: a regulamentação das tecnologias e redes sociais. O governo Trump considera que isso seria uma forma de censura.

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