Polícia identificou que vidro do carro do suspeito estava quebrado, assim como ocorreu em uma das ocorrências. “Vidro traseiro esquerdo de um carro branco [visto em um dos ataques] quebrou. Não descartamos que ele tenha colocado o próprio carro na ação. Pericia constatou que o vidro traseiro do carro dele foi trocado”, explicou o delegado.
Irmão de Edson participou de ao menos dois ataques, segundo a polícia civil. Câmeras teriam identificado o suspeito, que não foi localizado ainda e não teve nome divulgado.
Na Grande São Paulo, os ataques dos suspeitos teriam ocorrido, principalmente, em São Bernardo do Campo. O homem também confessou ter participado de uma ação parecida em Osasco e na avenida Cupecê, na zona sul da capital.
Motivação ainda não foi esclarecida, mas polícia acredita em ‘efeito manada’. “Não existe só uma motivação. Acreditamos em uma “sucessão de propósitos”, em efeito manada”, explicou Ronaldo Sayeg, diretor do Deic.
As investigações apontam até o momento que os crimes foram planejados. O preso hoje também teria recrutado outras pessoas para promover os ataques, segundo a polícia. Na casa dele foram encontrados um estilingue e pequenas esferas de metal. A apuração segue em andamento para identificar outros suspeitos.
Desde 12 de junho, 530 ônibus já foram atacados na capital paulista, informou a SPTrans ao UOL. Entre ontem (21) e hoje (22) foram seis ônibus depredados na capital. “Os atos aconteceram de forma distribuída por todas as regiões da cidade”, disse a SPTrans. Cerca de 800 veículos também foram depredados na região metropolitana desde 1º de junho.

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