A nova Barbie autista é a novidade recente da empresa americana de brinquedos Mattel, que através de acessórios e elementos de design, busca conectar as vivências de crianças neurodivergentes.
Todos os elementos foram pensados e criados a partir de pesquisas com pessoas que vivem com a condição. A nova Barbie foi desenvolvida com a colaboração da Autistic Self Advocacy Network.
Cada unidade vem acompanhada de um fidget spinner rosa, que ajuda na redução do estresse e melhora a concentração, além de fones de ouvido com cancelamento de ruído, que bloqueiam sons de fundo e ajudam a evitar sobrecarga sensorial.
Inclusão
A Mattel, fabricante da boneca, afirmou que o lançamento convida mais crianças a se verem representadas na Barbie. Segundo a BBC, de acordo com a Sociedade Nacional do Autismo, no Reino Unido, mais de uma em cada 100 pessoas é autista. São 700 mil crianças e adultos.
A novidade faz parte de uma série de lançamentos anteriores da marca que visa a inclusão de pessoas com deficiência.
No ano passado, foi lançada uma Barbie com diabetes tipo 1. Em 2023 foi criada outra com síndrome de Down, em esforços para tornar a linha mais diversa e inclusiva.

A menina que ajudou a criar a Barbie autista
Para o BBC, Penelope, uma menina de cinco anos autista, contou que participou do processo de pesquisa para a produção da boneca.
Sua mãe, Tonya, comentou que como sua filha também usa protetores auriculares, se reconhecer na boneca a fez se sentir especial. Tonya, relatou que assistir à reação da filha ao brinquedo foi emocionante.
“Durante a pesquisa, eles mostraram a revelação em vídeo, e ela estava com um sorriso enorme no rosto. Até agora, não existia nada que representasse a experiência das crianças autistas. Tem sido uma experiência extremamente positiva para Penélope. Ela adora olhar para a boneca”, explicou.
A importância da boneca
A escritora autista, Ellie Middleton, que compartilha suas experiências online, classificou a boneca como “símbolo poderoso” para meninas jovens, transmitindo uma mensagem de aceitação.
Middleton diz que estatísticas indicam que meninas frequentemente não recebem diagnóstico ou são diagnosticadas de forma incorreta e, portanto, ter um símbolo ajuda a discutir a neurodivergência em mulheres.
Dessa forma, elas entendem pelo que passam, se sentem acolhidas e trazem o debate à mesa. A Sociedade Nacional do Autismo diz que a condição é uma neurodivergência e deficiência ao longo da vida, que influencia a maneira como cada pessoa percebe e interage com o mundo.
Destacam também que é essencial e importante lembrar que pessoas autistas podem ter experiências muito diferentes entre si.
Representação do autismo
Peter Watt, representante da sociedade, afirmou que visualizar representações do autismo é fundamental para promover compreensão e aceitação.
“É muito importante que essas representações sejam autênticas e desenvolvidas com consulta ampla à comunidade autista. Estamos satisfeitos que a Mattel tenha envolvido pessoas autistas no processo de criação da boneca”, disse.
Ele também destacou que a compreensão pública sobre o autismo pode transformar a vida de muitas pessoas que vivem com a condição, tornando a inclusão e a aceitação uma realidade.
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