Ser mãe de dois meninos fez Wanessa Camargo olhar para a maternidade também como um compromisso com o futuro. Mais do que acompanhar o crescimento de José Marcus e João Francisco, a artista entende que está ajudando a formar dois homens que vão ocupar o mundo — e, por isso, fala sobre a importância de transmitir valores como respeito, igualdade e autonomia feminina desde cedo.
Ao olhar para a própria trajetória, Wanessa deixa claro que ser mãe, para ela, é muito mais do que cuidar: é participar ativamente da formação de duas futuras versões adultas que vão ocupar o mundo.
Educar dois meninos é uma responsabilidade que ela leva a sério
Wanessa conta que sente uma grande responsabilidade ao participar da formação dos filhos. Para ela, criar dois meninos significa também contribuir para que eles se tornem adultos conscientes, respeitosos e atentos às escolhas e aos espaços das mulheres.
“É um desafio no mundo de hoje, mas ao mesmo tempo uma honra muito grande. Eu me sinto muito honrada de ser mãe de dois meninos, porque como mulher eu sinto que estou fazendo o máximo que eu posso para trazer para eles, não só através das minhas falas ou do que eu converso com eles sobre equidade, feminismo, mulher e igualdade, mas principalmente através do exemplo.”
A artista destaca que, dentro de casa, esses ensinamentos não ficam apenas no discurso. Eles aparecem no cotidiano, nas conversas e, principalmente, na maneira como ela conduz a própria vida.
O exemplo também faz parte da educação
Para Wanessa, mostrar autonomia e independência é uma forma prática de ensinar. Ela acredita que os filhos precisam enxergar, na rotina, o que significa uma mulher que faz suas próprias escolhas e que tem seu espaço respeitado.
“Até no trabalho eu faço questão que eles vejam o meu trabalho, que eles percebam que eu sou independente, que eu sou dona da minha própria vida e que eu tenho as minhas escolhas, que têm que ser respeitadas.”
Esse cuidado, segundo ela, está diretamente ligado ao tipo de homem que espera ajudar a formar. “Eu quero que eles possam ser homens que respeitam o lugar da mulher, que é o lugar que ela quiser que seja.”
A maternidade como um processo de reconstrução
Quando fala sobre maternidade, a artista não separa a experiência em capítulos isolados. Para ela, cada fase dos filhos exige uma nova adaptação, e isso transforma também quem está criando.
“Eu não consigo separar em etapas a minha maternidade, porque a gente vai se desconstruindo, se reconstruindo, a gente vai aprendendo. A maternidade não tem manual, não existe livro que ensine, não existe conselho que ensine.”
A fala traduz uma percepção comum a muitas famílias: a de que cada filho, cada idade e cada momento trazem aprendizados que não podem ser antecipados. No caso de Wanessa, essa sensação é ainda mais forte agora, ao acompanhar a chegada da adolescência dos filhos.

Cada fase traz um novo aprendizado
Da primeira infância aos desafios mais recentes, a artista conta que continua aprendendo diariamente. “Eu fui aprendendo com cada fase deles de crescimento. O bebê, a primeira infância, depois crescendo, agora entrando na adolescência. Eu estou aprendendo para caramba.”
A maternidade, segundo ela, é esse movimento constante de descoberta. Não existe ponto final. Existe percurso.
E, nesse caminho, Wanessa acredita que também cresce junto com os filhos, desenvolvendo mais empatia e ampliando sua própria visão sobre a vida.
A influência da mãe e das avós na sua forma de maternar
Ao refletir sobre suas referências, Wanessa reconhece que sua maneira de criar os filhos foi profundamente influenciada pelas mulheres da própria família.
Ela cita a mãe e as avós como exemplos fundamentais de cuidado, carinho e dedicação, uma espécie de base afetiva que ajudou a construir sua própria visão sobre maternidade.
“Claro que o maior exemplo é aquilo que eu vivi. Eu sempre tive uma mãe excelente, tenho avós excelentes, que exerceram a maternidade com propriedade, com força, com amor, com carinho e com cuidado. Essa foi a minha escola.”
Essa herança emocional, segundo ela, segue presente no jeito como escolhe educar José Marcus e João Francisco.

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