Com 32 telas do pintor impressionista, mostra ‘A Ecologia de Monet’ já recebeu 390 mil visitantes
Sucesso de público no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), a exposição A Ecologia de Monet vai ser prorrogada. A mostra recebeu mais de 390 mil visitantes desde a inauguração, em 16 de maio.
A exibição, prevista para terminar em 24 de agosto, agora segue até 6 de setembro. A abertura da Bienal de São Paulo — para convidados, em 4 de setembro, e para o público, no dia 6 — é o principal motivo para decisão de prorrogar a mostra com 32 obras do artista Claude Monet.
“Por ser um período em que a cidade recebe um grande número de visitantes internacionais do mundo da arte, acreditamos que ter Monet: A Ecologia em cartaz neste momento crucial ofereceria uma visibilidade extraordinária ao projeto”, escreveram os curadores em carta aos museus e instituições que emprestaram as obras ao Masp.
A exposição traz ao Brasil obras de Monet pertencentes ao Museu de Arte da Filadélfia e ao Instituto de Arte de Chicago, nos Estados Unidos, ao Art Gallery of Ontario, no Canadá, ao Museu Kunst, da Suíça, e ao parisiense Museu d’Orsay, entre outros. Duas telas são de colecionadores e as restantes são do acervo do próprio Masp.
A expectativa dos curadores Fernando Oliva e Adriano Pedrosa e da assistente Isabela Ferreira Loures é de que a exposição supere o marco histórico de público do museu. O feito pertence a Tarsila Popular, em cartaz entre abril e julho de 2019, e que recebeu mais de 402 mil visitantes.
Fernando Oliva ressalta, no entanto, que bater recordes não é o objetivo principal da instituição. O museólogo reforça que o Masp está comprometido com “a produção de leituras instigantes e inéditas que levam debates inusitados ao público” a partir das exposições.
O enfoque na relação de proximidade do pintor impressionista com a natureza resulta da escolha do eixo temático curatorial de 2025: Histórias da Ecologia. A partir dele, foram concebidas mostras, palestras e atividades que exploram as artes, a cultura visual e a crise climática.
A Ecologia de Monet foi organizada em cinco núcleos:
- Os barcos de Monet: reunião de obras que retratam embarcações e cenas aquáticas
- O Sena como ecossistema: abordagem do rio Sena, em Paris, como um organismo vivo e dinâmico
- Neblina e fumaça: olhar sobre as atmosferas urbanas e os impactos da industrialização, evidenciados pela presença de névoa e poluição nas paisagens
- O pintor como caçador: apresentação de Claude Monet como um observador ativo e participante da vida natural
- Giverny: natureza controlada: perspectiva de que o jardim foi criado pelo artista como um ambiente moldado e cultivado especialmente para a prática pictórica
Quem já visitou a mostra?
O Masp mapeou o perfil dos visitantes: 99% são brasileiros e 60% desse percentual mora na cidade de São Paulo. Visitantes do Mercosul, sobretudo da Argentina, também foram ao museu para ver a exposição do Monet.
Serviço – ‘A Ecologia de Monet’
- Quando: de terça a domingo. Terças, das 10h às 22h (entrada até as 21h); quartas e quintas, das 10h às 18h (entrada até as 17h); sextas, das 10h às 22h (entrada até as 21h); sábados, das 10h às 22h (entrada até as 21h); e domingos, das 10h às 18h (entrada até as 17h)
- Onde: Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista, São Paulo
- Ingressos: R$ 75 (inteira). Grátis às terças e a partir das 18h de sexta
- Data final: 6 de setembro

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