Outra publicação do governo federal, de dezembro de 2022, cita que foram concluídos 100% da infraestrutura em lâmina d´água — estrutura que fica abaixo do nível da água — , 93,93% dos pilares e travessas e 84,73% do trecho convencional executado, mas também não aponta quanto do empreendimento foi executado no total.
Em 2024, o DNIT anunciou que a ponte estava 99,16% construída. Embora pessoas e veículos possam subir na estrutura a partir de Xambioá — alguns vídeos, inclusive, mostram habitantes do município tocantinense utilizando a ponte para caminhadas —, não é possível ir de uma cidade para a outra, pois ainda faltam os acessos à ponte no município paraense. Segundo texto publicado pela Secretaria de Comunicação (Secom), também em 2024, o empreendimento, que contempla a estrutura e os acessos, estava 87,2% concluído.
O Comprova buscou imagens de 2022 e 2025 no Google Street View e registros de satélite no navegador Copernicus, plataforma da União Europeia que monitora o planeta por meio de imagens de satélite e sensores, para mostrar as mudanças na obra.
Um dos entraves para a construção dos acessos que faltam é o processo de desapropriação e indenização dos indivíduos que moram próximos ao local. Ao Comprova, o DNIT informou que contratou os serviços de encabeçamento da ponte em 2023 e que, desde então, “estão em curso os processos de desapropriação necessários, conduzidos por meio de conciliações judiciais”.
Na parte do Tocantins, o processo de conciliação foi concluído no primeiro semestre deste ano. Em relação ao lado paraense, o órgão afirma que as primeiras audiências estão marcadas para 6 e 7 de agosto. “O DNIT reforça que está empenhado na conclusão das obras e trabalha para garantir a funcionalidade da ponte ainda em 2025”, informa o órgão.
Quem criou o conteúdo investigado pelo Comprova

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